O QUE É DUE DILIGENCE?

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O que é Due Diligence?
Ser diligente é ser cuidadoso, zeloso e dedicado. É o oposto de ser negligente. Assim, podemos entender que Due Diligence é uma diligência prévia, ou seja, é tomar medidas prudentes perante um investimento em potencial.
Dentre os objetivos de um processo de Due Diligence estão: analisar documentos e dados contábeis e financeiros a fim de eliminar ou mitigar riscos envolvidos em uma operação de aquisição. Ou, ainda, descobrir informações escondidas sobre um negócio.

O processo de Due Diligence é aplicado em duas situações básicas de negócios:
1. Transações envolvendo venda e compra de produtos ou serviços;
2. Transações envolvendo fusões, aquisições e parcerias de entidades corporativas.

Por isso, quando executada para avaliar a viabilidade de aquisição de um negócio, por exemplo, a Due Diligence abrange a investigação em todos os aspectos relevantes do passado, presente e futuro da sociedade.
Importante ressaltar que, apesar de ser amplamente utilizada na análise de compra de uma sociedade, o processo de Due Diligence é realizado também para averiguar a viabilidade de desenvolvimento de novos produtos, contratação de novos fornecedores, estabelecimento de parcerias comerciais, entre outros.

Para executar um processo de Due Diligence são três as principais questões a serem levadas em consideração, denominadas de abordagem triangular:
• Cenário financeiro;
• Cenário legal; e
• Cenário fiscal / tributário.

Para abranger um pouco mais, podemos dizer que um processo de Due Diligence pode ser conduzido sempre que houver a possibilidade de qualquer transação que envolva investimentos ou gastos financeiros.

Isso significa que Due Diligence pode beneficiar tanto investidores quanto empresários. A Due Diligence é uma excelente ferramenta de avaliação interna, pois de acordo com o que mencionamos no tópico anterior é utilizada também para determinar se um negócio será sustentável no futuro.

Por que a Due Diligence é importante?
Uma Due Diligence é importante por diversos motivos. O principal deles é trazer a confirmação de que o negócio a ser adquirido é o que realmente parece ser. Além disso, por meio do Processo de Due Diligence é possível obter as informações necessárias para avaliar a viabilidade de investimento, além de verificar se a transação comercial está em conformidade com critérios de investimentos ou de aquisição.

O processo de Due Diligence é também relevante para:
• Ajudar a empresa a descobrir fraudes cometidas pelos fornecedores, funcionários ou clientes;
• Expor fraquezas operacionais;
• Avaliação de riscos e oportunidades;
• Avaliar o grau de conformidade e se familiarizar com os esforços realizados para garantir compliance.

Como fazer um processo de Due Diligence?
Imagine que você esteja envolvido em um processo de aquisição de empresas. Em um primeiro momento percebeu que o negócio é atrativo, mas você sabe (mais do que qualquer outro profissional) que nenhuma tomada de decisão é feita por base de achismos. Exatamente por isso foi decidido que a condução de um processo de Due Diligence seria essencial.
Por ser um trabalho de ampla abrangência, a primeira coisa a ser feita é formar uma equipe multidisciplinar, com profissionais com conhecimento nas áreas de:
• Controladoria;
• Contabilidade;
• Finanças;
• Recursos Humanos;
• Tributos;
• Administração Geral; e
• Avaliação de empresas (Valuation).

Dentre outros pontos, esses profissionais avaliarão a previsão de fluxo de caixa da empresa, aplicando uma determinada taxa de desconto, para trazer os resultados ao Valor Presente.

No caso de aquisição de sociedade, o processo de Due Diligence precisa de algumas respostas, como:
• O negócio tem fluxo de caixa saudável?
• Analisando os livros contábeis é possível afirmar origem das receita?
• Como são as projeções financeiras?
• Possui ativos físicos? Se sim, são valorizados de forma correta?
• Possui todos os documentos exigidos pela legislação vigente? (Desde minutas de reunião do Conselho Administrativo até registro de imposto, por exemplo?)
• Situação tributária? Cumpre com suas obrigações principais e acessórias?
• Existem arquivos completos de funcionários, incluindo salários e benefícios?


Seja qual for a situação em que o processo de Due Diligence ocorra, uma coisa é certa: você deve coletar o máximo de informações possíveis antes de tomar uma decisão. Isso não evitará a ocorrência de riscos, mas com certeza diminuirá a chance de surpresas negativas no futuro.
E para diminuir as surpresas, um processo de Due Diligence deve ser muito bem conduzido. Aqui, definimos como oito as áreas cruciais que devem passar pela Due Diligence, conforme apresentamos a seguir.

Principais áreas para o processo de Due Diligence
1. SAC: ter uma infraestrutura para satisfação do cliente deve ser parte integrante do negócio e não funcionar apenas como uma fachada. Por infraestrutura entende-se suporte ao produto/serviço e garantias de qualidade.
2. Produção/Serviços: a área de produção/serviços define os métodos que serão utilizados para a entrega de todos os produtos e serviços.
3. Gestão da Informação: o gerenciamento de informações diz respeito aos métodos que a organização possui para proteger os dados empresariais, material impresso e todas as mídias que são usadas para suportar o negócio. Todos os controles pessoais de privacidade e segurança precisam ser avaliados aqui também.
4. Vendas e Marketing: aqui são avaliados os métodos utilizados para precificação, bem como análises competitivas e estratégicas (Análise de SWOT).
5. Organizacional: estrutura formal e informal do negócio. Como é a estrutura organizacional da empresa?
6. Pessoal: análise da relação de trabalho entre o negócio e seus funcionários, incluindo os papéis e autoridade da equipe de gerenciamento. Define a estratégia de benefícios e o plano de compensação, além dos procedimentos de contratação, demissão e outros. Para mais informações sobre Planejamento e Orçamento de RH salve a leitura deste artigo.
7. Operações financeiras: análise dos controles financeiros (resultados econômicos x resultados financeiros), relatórios gerenciais, orçamento empresarial e projeções.
8. Operações jurídicas: define todas as autoridades legais, licenciamento e controles necessários para apoiar o negócio de forma contínua.


É preciso, analisar retorno de investimento; em quanto tempo os ganhos compensarão o valor desembolsado e se o caixa da empresa está preparado para arcar com a aquisição. Pois um novo Investimento Operacional só faz sentido se contribuir para o lucro da sociedade, seja aumentando as Receitas, ou reduzindo Custos e Despesas.
Vários são os fatores que devem ser analisados, por exemplo, a necessidade de mão-de-obra extra, custos indiretos com o investimento ou geração de demanda acima da capacidade produtiva.

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